sexta-feira, 2 de maio de 2008



Gosto do imprevisível; gosto do que ele faz; gosto de como ele faz. Gosto da surpresa, da pupila dilatada, da narina alargada pra entrar mais ar. Gosto do ar; gosto do teu ar. Gosto do gosto que fica no ar. Gosto da loucura, da imaginação. Não gosto da indagação. Organização? Agora não. Gosto de poesia, de mirra, de mira. Gosto da lua; gosto de como ela brilha. Gosto da escolha; do cinema; da imaginação; da fantasia; da poesia; do pagão; da invasão; do animal; do carnaval. Não gosto do silêncio; do barulho do silêncio. A vontade. Gosto das nossas vontades. Não digo que sim; não digo que não. Prefiro deixar só a minha sugestão. Gosto da tua sugestão. Gosto do conveniente; da tua sugestão inconveniente. Gosto do obscuro; do silêncio no escuro. Gosto de tu. Gosto de tatoo. Da marca na carne. Gosto da tua marca na carne. Cravada. Gosto do sempre; da marca pra sempre. Gosto da expectativa. Depois do começo, os finalmentes. A expectativa do inconveniente. Gosto dos perfumes. Do cheiro. Do ar que traz o cheiro. O teu cheiro. Gosto disso e não daquilo. Aquilo é longe. Gosto do perto; do que está perto. Gosto do ego; do meu ego. Gosto dos sabores; do afrodisíaco. Do dinâmico. Gosto do anel e da luva; da rosa e do cravo; do ouvido e do falado; do esquecido e do lembrado; do lívido; do mímico; do cínico; do palhaço.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Roda Moinho


Compra o jornal
E vem ver o sol
Ele continua a brilhar
Apesar de tanta barbaridade...
Escuta o galo cantar
A aurora de nossos tempos
Não é hora de chorar
Amanheceu o pensamento...
O poeta está vivo
Com seus moinhos de vento
A impulsionar
A grande roda da história...
Se você não pode ser forte
Seja pelo menos humano
Quando o papa e seu rebanho chegar
Não tenha pena...
Todo mundo é parecido
Quando sente dor
Mas nu e só ao meio dia
Só quem está pronto pro amor...
O poeta não morreu
Foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden
E nos contou...
Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de ventos...
desculpem a demora..

quinta-feira, 20 de março de 2008

Paixão

Paixão
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Segundo Michaelis
1. Sentimento forte, como o amor, o ódio etc.
2. Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal.
3. Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa.
4. A coisa, o objeto dessa predileção.
5. Parcialidade, prevenção pró ou contra alguma coisa.
6. Desgosto, mágoa, sofrimento prolongado.
7. Os tormentos padecidos por Cristo ou pelos mártires.
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Segundo Houaiss
1. O sofrimento de Jesus Cristo na cruz
2. Derivação: por extensão de sentido (da acp. 1).
grande sofrimento; martírio
3. Sentimento, gosto ou amor intensos a ponto de ofuscar a razão; grande
4. (século XIV) entusiasmo por alguma coisa; atividade, hábito ou vício dominador
5. Furor incontrolável; exaltação, cólera, fanatismo
6. Ânimo favorável ou contrário a alguma coisa e que supera os limites da razão;
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Na terça-feira, quando Cristo teve que discutir com os adversários, que chegavam em grupos para induzi-lo a cair em erro, quando ele teve de lutar com a arma do verbo espiritual e quando finalmente, no ressoar vespertino dessas lutas, ele se retirou com os discípulos para o Monte das Oliveiras e lhes abriu a visão profético-apocalíptica do futuro, o espírito de Marte também recebeu,por sua vez, o cunho solar de Cristo.No trecho “O que fizestes a qualquer um destes irmãos pequeninos a mim fizestes”; Ele revela que a capacidade de amar do homem pode mostrar se o caminho de sua alma e de seu espírito está sendo trilhado corretamente.Todo verdadeiro esforço em direção ao espírito começa com a coragem interior e desemboca no amor. Os poderes marciais da 3 ª feira recebem então os raios solares do Cristo,quando todas as palavras da luta espiritual culminam na palavra AMOR.
Na quarta-feira, dia de Mercúrio, antigo Deus da cura dos romanos, reúnem-se em Betânia os três amigos íntimos de Jesus que dele receberam a cura: Lázaro,ao ressurgir,libertou o espírito; Maria Madalena, pelo exorcismo narrado, purificou a alma; Marta (a mulher hemofílica) recebeu, da proximidade do Cristo a força de coesão que lhe curou o corpo. Madalena,tipo mercurial inquieto,unge o Cristo, pois conseguiu transformar as forças do amor natural na devoção sacramental. Judas outro mercurial, inquieto,rebelara-se, não transforma a sua inquietação. É a encruzilhada do meio da semana. Judas, incapaz de transformar seu anseio de amor, inquieta-se e trai o Cristo. Nesta encruzilhada encontramo-nos antes de podermos esperar ser admitidos à esfera da 5ª feira santa.
Na quinta-feira,dia de Júpiter, no cenáculo,sede do círculo sagrado dos essênios no antiqüíssimo Monte Sião, reúnem-se Jesus e seus discípulos. O antigo sacrifício pascal do cordeiro é então transformado. O cordeiro se transforma em puro símbolo do amor divino que se sacrifica. O pão e o vinho, agora, são mais que símbolos; transformando-se em corpo e sangue da alma de Cristo Os sacrifícios lunares são substituídos pelo sacrifício solar. São quatro as etapas da 5ª feira: O lava-pés, doação de amor que a morte na cruz selará; o cordeiro pascal; pão e vinho e discurso de despedida. Em tudo, a luz sapiencial de Júpiter recebe um novo fulgor.
Na sexta-feira dia de Vênus, ocorreu a mais milagrosa elevação de tudo o que pudera significar para o homem a idéia da deusa do amor,Vênus ou Afrodite.Deu-se um ato de amor maior que qualquer ato de amor possível.O sacrifício de amor no Gólgota foi a transformação do princípio de Vênus pelo princípio solar de Cristo.
No sábado, dia de Saturno, estamos diante do sepulcro, numa atmosfera pesada(como chumbo), saturnina. No decorrer dos séculos, os homens se encarnavam cada vez mais fundo. Após a morte, ficavam presos a uma esfera de sombras cada vez mais intransponível. A humanidade corria o risco de perder a verdadeira imortalidade, a consciência que sobrevive a morte. Então, na escuridão saturnina da esfera dos mortos, brilha uma luz. Entrou no reino dos mortos alguém que não está dominado pela força mágica da morte, mas que é livre de todo o torpor. Ele atravessa a morte trazendo a sua plena luz solar. Enquanto na terra reina o escuro sábado sepulcral, nasce o sol no reino dos mortos. É este o sentido da descida do Cristo ao reino das sombras. Quando na terra ainda era sábado, no reino dos mortos já era Páscoa.
Domingo de Páscoa; Finalmente a própria oitava do sol nasceu no firmamento, o sol do Cristo, que vencera todas essas etapas de luta. O significado da vitória pascal é que, doravante, o corpo espiritual do Cristo poderá reluzir em tudo o que é terreno. O sepulcro vazio significa que o túmulo de Cristo não é o sepulcro doado por José de Arimatéia, mas sim toda a Terra. De dentro para fora, a escuridão saturnina é iluminada pelo sol pascal.
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Pilatos mandou então flagelar Jesus. Os soldados teceram uma coroa de espinhos, que puseram em sua cabeça,e cobriram-no com um manto de púrpura. Aproximavam-se dele e diziam: "Salve, rei dos judeus", e lhe davam bofetadas. Pilatos saiu mais uma vez e lhes disse: "Vede! Eu o estou trazendo pra fora, diante de vós, para que saibas que não encontro nele nenhum crime". Apareceu então Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: "Eis o homem!". Quando o viram, os sumos sacerdotes e os guardas gritavam: "Crucifica-o, crucifica-o!". Pilatos lhes disse: "Tomai-o vós e crucificai-o, pois não encontro nele crime algum". Os judeus responderam: "Nós temos uma Lei e, segundo a Lei, ele deve morrer porque se faz filho de Deus".
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João 19, 1-7
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Sim, e essa foi sua Paixão.

segunda-feira, 17 de março de 2008


A gente não percebe o amor
Que se perde aos poucos sem virar carinho
Guardar lá dentro o amor não impede
Que ele empedre mesmo crendo-se infinito
Tornar o amor real é expulsá-lo de você
Para que ele possa ser de alguém
Somos, se pudermos ser ainda
Fomos donos do que hoje não há mais
Houve o que houve
E o que escondem em vão
Os pensamentos que preferem calar
Se não
Irá nos ferir o não,
Mas que não quer dizer tchau.
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Trecho da música "Quem vai dizer tchau"
Nando Reis
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quarta-feira, 12 de março de 2008

Castelos


Castelos segundo Dicionário Michaelis

• sm (lat castellu)
Residência senhorial fortificada.
Fortaleza com barbacã, fosso, muralha, torres etc.
Lugar de defesa.
Construção elevada.


Castelos no céu
Castles in the sky (tradução)
Ian Van Dahl
Composição: Ian Van Dahl

Você sempre questionou sua vida
Você sempre se perguntou o porque
Você sempre vê em seus sonhos
Todos os castelos no céu

Oh, me diga por que,
Construímos castelos no céu
Oh, diga me o por que,
Os castelos são tão distantes
Por favor, diga me por que,
Construímos castelos no céu
Oh diga me por que,
Os castelos são tão distantes

terça-feira, 11 de março de 2008

Papai

Nos Braços Do Pai
Diante do Trono
Composição: Ana Paula Valadão Bessa

Pai, estou aqui, olha pra mim
Desesperado por mais de Ti
A Tua presença é o meu sustento
A Tua palavra, meu alimento
Preciso ouvir a Tua Voz dizendo assim:
Vem filho amado
Vem em meus braços descansar
E bem seguro te conduzirei
Ao meu altar
Ali falarei contigo
Com Meu amor te envolverei
Quero olhar em teus olhos
Tua feridas sararei
Vem filho amado
Vem como estás
Pai, meu Pai
Meu Papai, Abba Pai


...Meu PAI, Inspirado por Deus pra cuidar de mim!
Meu orgulho, minha força, meu sorriso, minha busca, minha garra, minha vontade de fazer, minhas batalhas, minha vitórias, meu professor, meu aluno... meu pai.
Por que eu sei que Deus escolheu você pra mim.
Parabéns! Tenha um feliz aniversário!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Detalhes


Amor de Índio
Beto Guedes
Composição: Beto Guedes/Ronaldo Bastos

Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo o cuidado, meu amor.
Enquanto a chama arder
Todo dia te ver passar
Tudo viver a teu lado
Com arco da promessa
Do azul pintado, pra durar.
Abelha fazendo o mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor
E ser todo
Todo dia hei de viver
Para ser o que for
E ser tudo
Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor.
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes
O tempo acordado, de viver.
No inverno te proteger, no verão sair pra pescar
No outono te conheçer, primavera poder gostar
No estio me derreter
Pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu.
De sentir seu calor
E ser todo
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Detalhes tão pequenos que são omitidos do olhar, do sentir.
Peço sim, atenção à abelha, ela voa pra buscar na imensidão de um vasto jardim a melhor flor, aquela flor, não pode ser outra. Depois ela é confinada a produzir seu mel, tão nutritivo, tão puro, tão vivo. Ao final, vale o tempo que não voou.
Então... onde és que perde seu tempo? O que faz perder-se e não fazer o seu melhor? Produza sua essência. Após isso, estará pronto a buscar noutra primavera... mais uma flor.